Conforme apresenta a Dra. Dayse Ketren Souza, a esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica que afeta o sistema nervoso central, comprometendo então a comunicação entre o cérebro e o corpo. No entanto, essa condição não se manifesta da mesma forma em todos os pacientes, pois existem diferentes tipos da doença, cada um com características e impactos específicos.
Quer entender as diferenças entre os tipos de esclerose múltipla e como eles afetam a vida dos pacientes? Então, descubra neste artigo tudo sobre as formas remitente-recorrente e progressiva dessa doença, seus sintomas e os impactos no dia a dia.
Quais são os diferentes tipos de esclerose múltipla?
A esclerose múltipla pode ser classificada em tipos principais: remitente-recorrente (EMRR), primária progressiva (EMPP), secundária progressiva (EMSP) e progressiva-recorrente (EMPR). A forma mais comum é a EMRR, caracterizada por surtos seguidos de períodos de remissão parcial ou total dos sintomas. Já a EMPP apresenta uma piora gradual e contínua da doença, sem períodos de melhora significativa.
Além dessas, a EMSP geralmente se desenvolve a partir da EMRR, quando os surtos se tornam menos frequentes e a progressão dos sintomas se torna constante. Por fim, a EMPR é a mais rara e combina surtos com uma progressão contínua da doença. Segundo Dayse Ketren Souza, cada uma dessas formas afeta os pacientes de maneira diferente, exigindo abordagens específicas para o tratamento e o acompanhamento médico.
O que caracteriza a esclerose múltipla remitente-recorrente?
A EMRR é a forma mais diagnosticada da doença e é marcada por crises inflamatórias temporárias no sistema nervoso central. Durante os surtos, os pacientes podem apresentar sintomas como fadiga intensa, visão embaçada, dormência nos membros e dificuldades motoras. Após essas crises, há uma recuperação parcial ou completa dos sintomas, podendo durar semanas ou meses até que um novo surto ocorra.

Embora os períodos de remissão possam trazer alívio, a EMRR ainda pode deixar sequelas ao longo do tempo. Com isso, a Dra. Dayse Ketren Souza frisa que com o avanço da doença, os surtos podem se tornar mais frequentes e debilitantes. Dessa forma, o tratamento busca reduzir a inflamação, retardar a progressão da doença e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
Quais são os impactos das formas progressivas da esclerose múltipla?
Diferente da EMRR, as formas progressivas da esclerose múltipla não apresentam períodos de remissão significativos. A EMPP, por exemplo, manifesta uma piora contínua dos sintomas desde o início da doença, afetando principalmente a mobilidade e a independência dos pacientes. Já a EMSP surge após anos de EMRR e se caracteriza pela evolução constante da deficiência neurológica, mesmo sem surtos evidentes, como pontua Dayse Ketren Souza.
Os impactos no dia a dia variam conforme a progressão da doença, podendo afetar desde atividades simples até a capacidade de locomoção. O tratamento foca no controle dos sintomas e na reabilitação, visando manter a autonomia do paciente pelo maior tempo possível. Além disso, terapias complementares e apoio psicológico são fundamentais para lidar com os desafios impostos pela doença.
Conhecimento para melhor qualidade de vida
Em suma, compreender as diferenças entre a esclerose múltipla remitente-recorrente e as formas progressivas, é essencial para um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz. Enquanto a EMRR apresenta surtos seguidos de recuperação, as formas progressivas evoluem de maneira contínua, afetando diretamente a mobilidade e a qualidade de vida. Por isso a Dra. Dayse Ketren Souza reforça que embora não haja cura, tratamentos adequados podem minimizar os sintomas e proporcionar maior bem-estar aos pacientes.
Autor: Kuznetsova Romanove
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital