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Linha 5 no Estreito de Mackinac: Saiba o motivo da tecnologia brasileira ser a resposta para o impasse bilionário

Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, o projeto do túnel sob o Lago Michigan, liderado pela gigante Enbridge, encontra-se em um momento decisivo em 2026. Enquanto relatórios de ONGs canadenses tentam inviabilizar a obra alegando que os custos poderiam triplicar em relação aos US$ 500 milhões iniciais, a engenharia de precisão surge como o fator de desempate. A escolha pela tecnologia brasileira de lançamento de dutos (já consagrada mundialmente) é a estratégia da Enbridge para garantir a viabilidade técnica e financeira de um túnel que precisa vencer inclinações severas de descida e subida sob o leito rochoso do lago.

Por que a tecnologia da Liderroll é a peça-chave para a Enbridge?

O “Great Lakes Tunnel Project” possui desafios geométricos que a engenharia clássica de pipelines tem dificuldade em superar com baixo risco. O túnel, com cerca de 7 km de extensão e diâmetro ajustado para maior confiabilidade, exige um sistema de lançamento que suporte o peso da tubulação em trechos de aclive e declive acentuados. Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, o sistema patenteado de roletes motrizes da Liderroll é ideal para este cenário, pois:

  • Controle de Tração: Garante o movimento suave e seguro dos dutos dentro do revestimento de concreto;
  • Redução de Atrito: Protege a integridade do revestimento externo da tubulação contra danos estruturais;
  • Otimização de Custos: Mitiga a necessidade de intervenções corretivas complexas durante a fase de instalação, fator que tem inflado orçamentos em projetos similares ao redor do mundo.
No Estreito de Mackinac, a Linha 5 coloca a tecnologia brasileira como resposta ao impasse bilionário. Paulo Roberto Gomes Fernandes explica os diferenciais técnicos do projeto.
No Estreito de Mackinac, a Linha 5 coloca a tecnologia brasileira como resposta ao impasse bilionário. Paulo Roberto Gomes Fernandes explica os diferenciais técnicos do projeto.

A geopolítica da linha 5: Entre o legado de 1953 e o futuro sustentável

A Linha 5 transporta diariamente 540 mil barris de hidrocarbonetos e líquidos de gás natural (NGLs), sendo vital para o aquecimento de residências em Michigan e a economia de Ontário. No entanto, sua idade avançada e episódios como a colisão de uma âncora em 2018 aceleraram a necessidade do túnel. De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, a realocação para um túnel embutido no leito rochoso é a solução “mais inteligente e segura” para evitar catástrofes ambientais nos Grandes Lagos, superando a retórica de descontinuidade imediata defendida por grupos ativistas.

Escalada de custos e rigor regulatório: O papel da eficiência técnica

Embora estimativas informais apontem garantias financeiras próximas a US$ 1,8 bilhão, a Enbridge sustenta que ajustes de escopo são normais em projetos dessa magnitude. A demora na emissão da declaração de impacto ambiental pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA reforça a necessidade de tecnologias capazes de garantir o “zero erro”.

Como destaca Paulo Roberto Gomes Fernandes, a experiência brasileira em projetos como GASTAU e GASDUC III oferece à Enbridge a confiança necessária para enfrentar críticas sobre a escalada de custos. O caso demonstra que a inovação e a eficiência técnica podem compensar atrasos regulatórios e manter a execução de grandes obras dentro dos padrões exigidos.

O futuro da matriz energética: Petróleo e gás até 2040

Contrariando relatórios que sugerem a obsolescência da Linha 5, as projeções da Agência Internacional de Energia (IEA) indicam que a demanda por gás e petróleo permanecerá robusta nas próximas décadas. Como conclui Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a eletrificação é uma aliada, mas não substitui a necessidade imediata de infraestruturas seguras para o transporte de energia. O sucesso do túnel da Linha 5, suportado pela tecnologia brasileira, servirá como um padrão global de como prolongar o uso de infraestruturas críticas com segurança ambiental máxima e eficiência operacional.

Autor: Diego Velázquez

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